18 de abril de 2018

Cathy Yan marca mais um ponto para a Warner/DC

Embora Esquadrão Suicida tenha ganhado um Oscar, o filme não foi exatamente o maior sucesso da parceria cinematográfica entre Warner e DC. Entretanto, os fãs aparentemente gostaram de elementos isolados da história e um deles foi a Arlequina (Harley Quinn), interpretada por Margot Robbie. A popularidade da personagem foi tamanha que a DC Comics anunciou a produção de vários filmes estrelando a Arlequina e outras personagens femininas de sucesso em suas histórias em quadrinhos. Entre eles estão Esquadrão Suicida 2, Arlequina vs. Coringa e Gotham City Sirens.

E para a felicidade de todas e todos que expressaram seu desejo de ver uma nova produção da DC seguir nos passos de Mulher Maravilha  que empregou majoritariamente mulheres na realização do filme da princesa de Themiscyra – a DC revelou que Cathy Yan dirigirá um dos projetos relacionados às suas heroínas que haviam sido anunciados ano passado. A contratação de Yan deve ser celebrada pois é histórica: a diretora é a primeira mulher asiática a dirigir um filme de super-heróis, se juntando a James Wan (diretor de Aquaman).



Cathy Yan irá trabalhar no filme baseado na HQ Birds of Prey, cujas protagonistas são a Batgirl, a Canário Negro e a Caçadora. Além de Cathy, a própria Margot Robbie assumiu a produção do longa, cujos trabalhos se iniciam ainda este ano. Felizmente, tudo indica que depois do sucesso de público e crítica que foi Mulher Maravilha, a DC entendeu que filmes de super-heroínas precisam ter equipes criativas constituídas por mulheres e está investindo nas profissionais femininas de Hollywood. Antes tarde do que nunca!


E você? O que achou da escolha de Cathy Yan para dirigir Birds of Prey? Conte pra nós nos comentários!

21 de março de 2018

Tessa Thompson estrelará remake de MIB



Desde 2015 que Hollywood vem planejando uma nova trilogia derivada dos filmes MIB - Homens de Preto. Depois de anos na geladeira, o projeto chegou em 2018 anunciando que Chris Hemsworth havia sido escalado como um dos protagonistas dos novos filmes. E eis que hoje recebemos a notícia de que a "mulher de preto" que integrará o elenco é ninguém mais ninguém menos que Tessa Thompson, nome forte na Marvel e em filmes de sucesso como Creed e Sorry To Bother You.

Isso mesmo! Thor e Valquíria se unirão novamente para mais um salvamento mundial. De acordo com o site The Hollywood Reporter, F. Gary Gray irá dirigir o filme, e o roteiro será responsabilidade de Matt Holloway e Art Marcum, de Homem de Ferro. O filme está previsto para estrear no dia 14 de junho de 2019.

É preciso que se diga que a franquia MIB - Homens de Preto não exatamento do tipo que te faz querer ver os filmes várias vezes. Não me entendam mal, os filmes originais foram muito divertidos, mas as piadas e todo o humor acabou ficando um pouco datado. Então, ao dar a uma incrível atriz como Tessa a chance de assumir um papel de ação, isso renova o interesse do público feminino que viu os filmes antigos e atrai novas espectadoras. Sem falar que tanto Tessa quanto  Hemsworth são surpreendentemente hilários em cenas de comédia. Eu estaria mentindo se dissesse que não estou curiosa para ver a dinâmica deles em um filme como esse.

Ainda não se sabe muito sobre a trama, embora o THR relate que “fontes dizem que o novo projeto é mais um conjunto do que uma duologia e terá um escopo mais global”. Então, acho que não devemos esperar que Tessa e Chris se encaixem perfeitamente no modelo deixado por Will Smith e Tommy Lee Jones.

O que vocês acham, galera? Estão animados para ver Tessa Thompson chutar mais bundas alienígenas? Deixem os seus comentários aqui em baixo! 

14 de março de 2018

Artemis Fowl vem aí!



Boa notícia para os fãs de longa data do menino prodígio do crime! A Disney confirmou o início da produção do filme Artemis Fowl. Escrito pelo autor irlandês Eoin Colfer, os livros de Artemis Fowl contam a história de um jovem imundo e absurdamente inteligente, que descobre um mundo escondido de magia, trolls e anões flatulentos e, naturalmente, decide tentar lucrar com isso. Voltado  para o público jovem, a história ganhou a apreciação de leitores de todas as idades com sua mistura de temas de fantasia com ação e espionagem, o que gerou uma série de 8 livros.

Especulações sobre uma adaptação dos livros começaram a rondar a mídia nos idos de 2001 e  aumentaram mais ainda quando Harry Potter se transformou num fenômeno do cinema. Em 2003, com a Miramax mantendo para si os direitos do filme, Colfer afirmou que o roteiro fora concluído e a pré-produção estava em andamento, mas o tempo passou e nada mais se falou do projeto. Cerca de uma década depois, a Disney anunciou que finalmente uma adaptação de Artemis Fowl chegaria aos cinemas, com Kenneth Branagh dirigindo e Conor McPherson escrevendo o roteiro. Porém, tão logo as coisas começaram a avançar, o filme foi apanhado no escândalo do ex-produtor e predador sexual Harvey Weinstein,  já que a The Weinstein Company estava inicialmente envolvida na produção.

Artemis Fowl, o menino prodígio do crime


Felizmente, o filme não se viu voltando para a fase de pré-produção e a Disney confirmou oficialmente que a produção está em andamento. Uma declaração do estúdio confirma o elenco principal previamente anunciado, com o estreante Ferdia Shaw no papel do garoto ArtemisLara McDonnell como a elfa Holly ShortDame Judi Dench como Comandante RootJosh Gad como Mulch Diggums e Nonso Anozie como o hilário Butler. Também completam o elenco Tamara Smart (no papel de Juliet, sobrinha de Butler) e Miranda Raison (como a mãe de Artemis). A declaração da Disney também afirma que Branagh trará muito da equipe de bastidores de seu último filme Assassinato no Expresso do Oriente, enquanto a edição ficará a cargo de Martin Walsh (de Wonder Woman) e Sammy Sheldon Differ, projetará os figurinos.



E os fãs dos livros certamente ficarão satisfeitos em saber que as primeiras indicações da sinopse e dos locais de filmagem sugerem uma interpretação relativamente autêntica do personagem. O fato da Disney ter decidido adaptar apenas o primeiro livro da série, em vez dos dois primeiros, como sido sugerido originalmente, também é um sinal encorajador, pois dá tempo para o filme desenvolver sua história. De fato, o único desvio notável do material de origem é a personagem Commander Root, um homem nos livros, e que no filme será interpretada pela premiada Dame Judi Dench. No entanto, isso não deve ter impacto na história em si, principalmente considerando que a Comandante não está muito longe de ser uma versão feérica da interpretada por Dench nos filmes de James Bond.

7 de março de 2018

O que esperar da Capitã Marvel?



Quando a Marvel anunciou que finalmente produziria um filme solo de Carol Danvers, a Capitã Marvel, muita gente se animou com o primeiro filme estrelado por uma superheroína mulher a ser lançado pelo estudio responsável pelos blockbusters Homem de Ferro, Capitão América e Pantera Negra, e a cada pequena novidade divulgada, a hype pelo filme só crescia. 



E numa entrevista recente ao site Entertainment Weekly, Genebra Robertson-Dworet, roteirista do filme, falou um pouco mais dos detalhes do longa e como ele conserva elementos de uma versão anterior de seu script de Tomb Raider, estrelado por Alicia Vikander.

Mas cuidado ao comparar as histórias de Carol Danvers e Lara Croft! Genebra ressalta que "a informação que recebi quando me juntei à equipe de Tomb Raider e comecei a trabalhar com o projeto foi que estávamos fazendo algo do tipo um filme de ação/comédia. Minha Lara original era muito atrevida e, à medida que Alicia ganhava um controle mais criativo, ela pediu que a história fosse muito mais séria. E como Tomb Raider ficou de fato mais sério, me tornei ainda mais comprometido com a idéia de fazer a Capitão Marvel divertida e hilária."

A atriz Brie Larson em seu uniforme de Capitã Marvel

Esse não será o caso com Carol Danvers, felizmente. Embora o tom do filme da heroína possa se assemelhar ao de Lara Croft, a roteirista nos assegura que "a Capitão Marvel tem uma voz muito engraçada, e seu filme é mais uma ação-comédia nos moldes de Guardiões da Galáxia".

"Carol Danvers é uma das mais engraçadas personagens de quadrinhos. Ela é audaciosa, inteligente, e não baixa sua cabeça para ninguém! Suas histórias fazem um trabalho incrível ao capturar essa voz, e era importante que toda a equipe criativa de Capitã Marvel mantivesse isso no filme", finalizou Robertson-Dworet.

Considerando que o filme da Capitã Marvel chegará aos cinemas no próximo ano, em 8 de março de 2019, será que já podemos pular logo pra essa data? 

7 de novembro de 2017

Asgard Fashion Week



Antes que você pense que esse post na verdade é uma fanfic, não se engane. O nosso assunto de hoje são as roupas maravilhosas da Her Universe inspiradas no trapaceiro favorito da Marvel! Em Thor: Ragnarok, o esperto irmão adotivo de Thor, Loki, é peça fundamental na história, para deleite dos fãs. Querido pela galera mesmo quando ainda era o vilão em The Avengers, as lealdades mercenárias de Loki o moldaram em um personagem que sempre é atraente e um oposto para o sempre certinho Thor. E foi pensando nisso que a Her Universe lançou uma nova linha de roupas inspiradas em Loki que são absolutamente lindas, e eu realmente preciso que alguém suma com o meu cartão de crédito antes que eu cometa uma loucura!

As roupas são inspiradas no estilo e na paleta de cores de Loki. Os tons verdes escuros, as linhas afiadas e os dourados em relevo de suas várias roupas foram usados como elementos para criar roupas de fantasia fantásticas e proporcionar um look poderoso: 

Crie um pouco de travessura vestindo esta jaqueta de couro biker babe faux da Her Universe e Marvel. O tom verde escuro se junta a um fecho de zíper assimétrico de hematita e bolsos com zíperes de hematita que acentuam a cintura, imitando as linhas do trabalho de couro na roupa de Loki. Tachinhas de hematita nos ombros adicionam um toque de dureza e a gola esquerda possui um botão de latão com um design do capacete de Loki.
Treine como um asgardiana! Este sutiã esportivo verde escuro, inspirado na cor  assinatura de Loki, possui tiras e alças de couro preto para imitar o couro na roupa de Loki. A parte de trás tem um design em metal do capacete de Loki. Não importa que tipo de truques você planeja - você vai se sentir bem nesta roupa.

Deixe seu fandom brilhar, mesmo no mais profissional dos lugares! Use este blazer capa da Her Universo e da Marvel com orgulho porque não há outro como ele. O blazer preto parece um colete de smoking com uma capa arrojada anexada e está alinhada com cetim verde - cor assinatura de Loki. O mesmo cetim verde aparece nas lapelas como um acento de bainha, e o botão de latão é estampado com o capacete de Loki.

Este luxuoso vestido de veludo da Her Universe e da Marvel é adequado para Loki, pois ele é realeza. O vestido ajustado e confortável traz o verde escuro assinatura de Loki e sua estampa traz o capacete de Loki.


Querida Her Universe: por favor, acredite em mim quando digo que estas já são minhas roupas favoritas e eu nem comprei nenhuma delas ainda! Eu as usaria praticamente em todos os lugares, já que são formais o suficiente para ir num coquetel, e também bem informais para ir para a academia ou ir para a faculdade. Moral da história: caso vocês queiram me patrocinar, aceito experimentar essas belezas fashion numa boa! 


28 de abril de 2017

Como não amar o John Boyega?

O que você faria se John Boyega invadisse sua sessão de fotos com o BB-8? Eu certamente cairia pra trás, desmaiadíssima. Mas, felizmente, nem todo fã de Star Wars é dramático como eu. O que aconteceu foi que, durante um vídeo de divulgação da campanha Force For Change – que visa ajudar a UNICEF e Starlight Children's Foundation – o menino Boyega fez exatamente isso com alguns fãs desavisados! Ele invadiu sorrateiramente a sessão de fotos da galera esbanjando swing e simpatia! Confiram no vídeo!


14 de abril de 2017

1956 - 2016: um singelo tributo a Carrie Fisher



Carrie Frances Fisher tinha a mesma idade da minha mãe. Ambas nasceram em 1956 e completaram 60 anos em 2016. Mamãe, que ainda está nesta galáxia, por sua vez, sempre gostou de musicais, especialmente Cantando na Chuva, estrelado por Debbie Reynolds, mãe de Carrie. Já deu para notar que, no fim das contas, o assunto de hoje gira em torno das mães e de como elas moldam as nossas vidas. 

Eu, sendo boa filha da minha mãe, cresci vendo esse musical, mas eu gostava mesmo era daquela princesa lá, vocês sabem, aquela com os coques e vestido branco. Uma das minhas brincadeiras favoritas na infância era juntar as crianças da vizinhança e fazer de conta que éramos personagens de Star Wars. Eu, invariavelmente era a Princesa Leia.


Mas à medida que fui crescendo, a brincadeira desapareceu. Só não desapareceu meu amor pela personagem. Também pudera: Leia era princesa, senadora, rebelde, líder e tivera que passar por poucas e boas ao longo de três filmes, tudo isso sem desistir e sempre pronta para ajudar quem precisasse. Não me envergonho em dizer que toda a força dela sempre me inspirou muito.

E à medida que fui crescendo, conheci o outro lado da história. Carrie Fisher não era uma princesa de verdade. Ela sofria de transtorno bipolar, depressão, enfrentou problemas com drogas e por anos foi deixada de lado pela indústria sexista de Hollywood. Mas se engana quem pensa que ela deixou de trabalhar, de viver, de se tratar por conta do ostracismo. 

Carrie era uma roteirista e escritora das mais talentosas. Mesmo tendo atuado pouco ao longo da vida, seu nome aparece em centenas de roteiros de filmes e séries e também nas capas de diversos livros que contavam histórias de sua vida pessoal e profissional. Sempre presente em convenções e eventos de cultura nerd, Carrie era sempre solícita com seus fãs, distribuía autógrafos e tirava fotos, mesmo cansada e doida para descansar e tomar uma Coca-Cola. E, embora pouco se fale sobre isso, quase ao fim dessas convenções e eventos, Carrie ia às mesas dos artistas e comprava desenhos e tudo mais, para ajudar a galera das artes.

Carrie Frances Fisher não era perfeita. Assim como Leia Organa não era. Mas em suas imperfeições, ela ensinou valiosas lições: é preciso falar de saúde mental, é preciso aceitar que as pessoas são 100% felizes e realizadas, é estando no lado ruim das coisas que podemos achar o caminho de volta, é preciso pedir ajuda quando nos sentimos mal ou em situações ruins, é normal sentir medo de desafios e medo do futuro, mas não podemos ter vergonha de quem somos. 

As coisas que aprendi com Carrie Frances Fisher são coisas que aprenderia com minha mãe, com uma mãe. E não raro os fãs se referiam à Carrie como uma mãe e ela aceitara esse título de bom grado, sempre de prontidão para dar um conselho útil ainda que fosse através de uns tweets muito doidos. Me dói dizer que demorei demais para juntar em palavras o quanto vou sentir falta da irreverência, da sinceridade e da coragem de Carrie Fisher. Apenas dizer obrigada a ela não seria bastante, mas é o que podemos fazer.

Carrie foi, é e sempre será a princesa do meu coração. E eu só posso dizer que, como uma das milhões de fãs transformadas em filhas por ela, nunca deixarei de amá-la e homenageá-la! Thank you for everything, space mom. I'll never forget you!

27 de fevereiro de 2017

Filmes estrelados por mulheres têm maior retorno de bilheteira



De acordo com a análise da startup WealthSimple, os filmes que as mulheres são as protagonistas apresentaram  um melhor retorno do investimento para Hollywood do que os filmes em que os homens estrelam. A WealthSimple analisou a bilheteria de mais de 2.100 filmes e descobriu que filmes com mulheres no papel principal geraram um retorno médio de 176% sobre o investimento inicial, em comparação com 127% dos filmes protagonizados por homens.

A verdade é que parte dessa realidade é um efeito colateral do sexismo de Hollywood. Filmes com orçamento milionário e efeitos especiais de primeira linha ​​são esmagadoramente do sexo masculino, e esses filmes tendem a ter orçamentos inchados, que são mais difíceis de transformar em lucro. Hollywood geralmente investe menos dinheiro em filmes dirigidos por mulheres, então esses filmes precisam vender menos ingressos para fazerem o seu lucro.



Assim sendo, não quero ouvir nenhum outro argumento "econômico" contra a equidade de gênero nos filmes! Estúdios produzem filmes de terror porque fornecem exatamente essa combinação: orçamentos mais baixos, retornos mais altos. E, no entanto, quando se trata de mulheres, o lucro parece ficar em segundo plano quando analisamos o patriarcado. Em 2016, as mulheres faláramos apenas 27% do diálogo nos filmes de maior bilheteria. Somente em Finding Dory as personagens femininas falam mais de 50% do diálogo.

E ainda assim, filmes como Estrelas Além do Tempo mostraram desempenho bem acima das expectativas de bilheteria. A revista Bloomberg escreveu sobre a rentabilidade do filme, afirmando que ele tem a maior bilheteria doméstica de todos os nove indicados para Melhor Filme no Oscar. (La La Land ainda lidera internacionalmente.) Ele gerou US$ 167,6 milhões de um orçamento de US$ 25 milhões.




As conclusões da WealthSimple são particularmente relevantes em uma indústria com uma diferença salarial tão pronunciada. Enquanto os números variam de ano para ano, uma vez que os contratos de blockbusters individuais podem inclinar a balança de forma bastante significativa, as atrizes de maiores salários num filme ganham, em média, 58% do que os atores mais lucrativos ganham. Elas ganham na casa dos 87% do que os atores ganham de forma geral.

Naturalmente, esses resultados são o resultado de um estudo de uma startup, e há uma abundância de fatores de confusão envolvidos no cálculo de custos de um filme e os lucros, por isso essa análise não é a palavra final sobre o assunto. Mas é mais uma peça de evidência contra a alegação vinda de Hollywood de que os estúdios lançam tantos filme com homens caucasianos como protagonistas pois estão apenas tentando atrair a maior audiência, ou obter o máximo por seu dinheiro.


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Fonte: The Mary Sue.