7 de novembro de 2017

Asgard Fashion Week



Antes que você pense que esse post na verdade é uma fanfic, não se engane. O nosso assunto de hoje são as roupas maravilhosas da Her Universe inspiradas no trapaceiro favorito da Marvel! Em Thor: Ragnarok, o esperto irmão adotivo de Thor, Loki, é peça fundamental na história, para deleite dos fãs. Querido pela galera mesmo quando ainda era o vilão em The Avengers, as lealdades mercenárias de Loki o moldaram em um personagem que sempre é atraente e um oposto para o sempre certinho Thor. E foi pensando nisso que a Her Universe lançou uma nova linha de roupas inspiradas em Loki que são absolutamente lindas, e eu realmente preciso que alguém suma com o meu cartão de crédito antes que eu cometa uma loucura!

As roupas são inspiradas no estilo e na paleta de cores de Loki. Os tons verdes escuros, as linhas afiadas e os dourados em relevo de suas várias roupas foram usados como elementos para criar roupas de fantasia fantásticas e proporcionar um look poderoso: 

Crie um pouco de travessura vestindo esta jaqueta de couro biker babe faux da Her Universe e Marvel. O tom verde escuro se junta a um fecho de zíper assimétrico de hematita e bolsos com zíperes de hematita que acentuam a cintura, imitando as linhas do trabalho de couro na roupa de Loki. Tachinhas de hematita nos ombros adicionam um toque de dureza e a gola esquerda possui um botão de latão com um design do capacete de Loki.
Treine como um asgardiana! Este sutiã esportivo verde escuro, inspirado na cor  assinatura de Loki, possui tiras e alças de couro preto para imitar o couro na roupa de Loki. A parte de trás tem um design em metal do capacete de Loki. Não importa que tipo de truques você planeja - você vai se sentir bem nesta roupa.

Deixe seu fandom brilhar, mesmo no mais profissional dos lugares! Use este blazer capa da Her Universo e da Marvel com orgulho porque não há outro como ele. O blazer preto parece um colete de smoking com uma capa arrojada anexada e está alinhada com cetim verde - cor assinatura de Loki. O mesmo cetim verde aparece nas lapelas como um acento de bainha, e o botão de latão é estampado com o capacete de Loki.

Este luxuoso vestido de veludo da Her Universe e da Marvel é adequado para Loki, pois ele é realeza. O vestido ajustado e confortável traz o verde escuro assinatura de Loki e sua estampa traz o capacete de Loki.


Querida Her Universe: por favor, acredite em mim quando digo que estas já são minhas roupas favoritas e eu nem comprei nenhuma delas ainda! Eu as usaria praticamente em todos os lugares, já que são formais o suficiente para ir num coquetel, e também bem informais para ir para a academia ou ir para a faculdade. Moral da história: caso vocês queiram me patrocinar, aceito experimentar essas belezas fashion numa boa! 


28 de abril de 2017

Como não amar o John Boyega?

O que você faria se John Boyega invadisse sua sessão de fotos com o BB-8? Eu certamente cairia pra trás, desmaiadíssima. Mas, felizmente, nem todo fã de Star Wars é dramático como eu. O que aconteceu foi que, durante um vídeo de divulgação da campanha Force For Change – que visa ajudar a UNICEF e Starlight Children's Foundation – o menino Boyega fez exatamente isso com alguns fãs desavisados! Ele invadiu sorrateiramente a sessão de fotos da galera esbanjando swing e simpatia! Confiram no vídeo!


14 de abril de 2017

1956 - 2016: um singelo tributo a Carrie Fisher



Carrie Frances Fisher tinha a mesma idade da minha mãe. Ambas nasceram em 1956 e completaram 60 anos em 2016. Mamãe, que ainda está nesta galáxia, por sua vez, sempre gostou de musicais, especialmente Cantando na Chuva, estrelado por Debbie Reynolds, mãe de Carrie. Já deu para notar que, no fim das contas, o assunto de hoje gira em torno das mães e de como elas moldam as nossas vidas. 

Eu, sendo boa filha da minha mãe, cresci vendo esse musical, mas eu gostava mesmo era daquela princesa lá, vocês sabem, aquela com os coques e vestido branco. Uma das minhas brincadeiras favoritas na infância era juntar as crianças da vizinhança e fazer de conta que éramos personagens de Star Wars. Eu, invariavelmente era a Princesa Leia.


Mas à medida que fui crescendo, a brincadeira desapareceu. Só não desapareceu meu amor pela personagem. Também pudera: Leia era princesa, senadora, rebelde, líder e tivera que passar por poucas e boas ao longo de três filmes, tudo isso sem desistir e sempre pronta para ajudar quem precisasse. Não me envergonho em dizer que toda a força dela sempre me inspirou muito.

E à medida que fui crescendo, conheci o outro lado da história. Carrie Fisher não era uma princesa de verdade. Ela sofria de transtorno bipolar, depressão, enfrentou problemas com drogas e por anos foi deixada de lado pela indústria sexista de Hollywood. Mas se engana quem pensa que ela deixou de trabalhar, de viver, de se tratar por conta do ostracismo. 

Carrie era uma roteirista e escritora das mais talentosas. Mesmo tendo atuado pouco ao longo da vida, seu nome aparece em centenas de roteiros de filmes e séries e também nas capas de diversos livros que contavam histórias de sua vida pessoal e profissional. Sempre presente em convenções e eventos de cultura nerd, Carrie era sempre solícita com seus fãs, distribuía autógrafos e tirava fotos, mesmo cansada e doida para descansar e tomar uma Coca-Cola. E, embora pouco se fale sobre isso, quase ao fim dessas convenções e eventos, Carrie ia às mesas dos artistas e comprava desenhos e tudo mais, para ajudar a galera das artes.

Carrie Frances Fisher não era perfeita. Assim como Leia Organa não era. Mas em suas imperfeições, ela ensinou valiosas lições: é preciso falar de saúde mental, é preciso aceitar que as pessoas são 100% felizes e realizadas, é estando no lado ruim das coisas que podemos achar o caminho de volta, é preciso pedir ajuda quando nos sentimos mal ou em situações ruins, é normal sentir medo de desafios e medo do futuro, mas não podemos ter vergonha de quem somos. 

As coisas que aprendi com Carrie Frances Fisher são coisas que aprenderia com minha mãe, com uma mãe. E não raro os fãs se referiam à Carrie como uma mãe e ela aceitara esse título de bom grado, sempre de prontidão para dar um conselho útil ainda que fosse através de uns tweets muito doidos. Me dói dizer que demorei demais para juntar em palavras o quanto vou sentir falta da irreverência, da sinceridade e da coragem de Carrie Fisher. Apenas dizer obrigada a ela não seria bastante, mas é o que podemos fazer.

Carrie foi, é e sempre será a princesa do meu coração. E eu só posso dizer que, como uma das milhões de fãs transformadas em filhas por ela, nunca deixarei de amá-la e homenageá-la! Thank you for everything, space mom. I'll never forget you!

27 de fevereiro de 2017

Filmes estrelados por mulheres têm maior retorno de bilheteira



De acordo com a análise da startup WealthSimple, os filmes que as mulheres são as protagonistas apresentaram  um melhor retorno do investimento para Hollywood do que os filmes em que os homens estrelam. A WealthSimple analisou a bilheteria de mais de 2.100 filmes e descobriu que filmes com mulheres no papel principal geraram um retorno médio de 176% sobre o investimento inicial, em comparação com 127% dos filmes protagonizados por homens.

A verdade é que parte dessa realidade é um efeito colateral do sexismo de Hollywood. Filmes com orçamento milionário e efeitos especiais de primeira linha ​​são esmagadoramente do sexo masculino, e esses filmes tendem a ter orçamentos inchados, que são mais difíceis de transformar em lucro. Hollywood geralmente investe menos dinheiro em filmes dirigidos por mulheres, então esses filmes precisam vender menos ingressos para fazerem o seu lucro.



Assim sendo, não quero ouvir nenhum outro argumento "econômico" contra a equidade de gênero nos filmes! Estúdios produzem filmes de terror porque fornecem exatamente essa combinação: orçamentos mais baixos, retornos mais altos. E, no entanto, quando se trata de mulheres, o lucro parece ficar em segundo plano quando analisamos o patriarcado. Em 2016, as mulheres faláramos apenas 27% do diálogo nos filmes de maior bilheteria. Somente em Finding Dory as personagens femininas falam mais de 50% do diálogo.

E ainda assim, filmes como Estrelas Além do Tempo mostraram desempenho bem acima das expectativas de bilheteria. A revista Bloomberg escreveu sobre a rentabilidade do filme, afirmando que ele tem a maior bilheteria doméstica de todos os nove indicados para Melhor Filme no Oscar. (La La Land ainda lidera internacionalmente.) Ele gerou US$ 167,6 milhões de um orçamento de US$ 25 milhões.




As conclusões da WealthSimple são particularmente relevantes em uma indústria com uma diferença salarial tão pronunciada. Enquanto os números variam de ano para ano, uma vez que os contratos de blockbusters individuais podem inclinar a balança de forma bastante significativa, as atrizes de maiores salários num filme ganham, em média, 58% do que os atores mais lucrativos ganham. Elas ganham na casa dos 87% do que os atores ganham de forma geral.

Naturalmente, esses resultados são o resultado de um estudo de uma startup, e há uma abundância de fatores de confusão envolvidos no cálculo de custos de um filme e os lucros, por isso essa análise não é a palavra final sobre o assunto. Mas é mais uma peça de evidência contra a alegação vinda de Hollywood de que os estúdios lançam tantos filme com homens caucasianos como protagonistas pois estão apenas tentando atrair a maior audiência, ou obter o máximo por seu dinheiro.


-
Fonte: The Mary Sue.

13 de fevereiro de 2017

O Despertar da Força vence prêmio Grammy

Ontem aconteceu o Grammy, o maior prêmio da música. E embora as manchetes destaquem a vitória de Adele, as homenagens aos falecidos Prince e David Bowie, e as performances icônicas de Beyoncé, Lady Gaga e Metallica, a galera nerd de plantão que assistiu à premiação testemunhou também a vitória do lendário compositor John Williams, que ganhou o seu 23º Grammy, 6º por um filme de Star Wars.
 


John Williams havia sido indicado para a categoria de “Melhor Trilha Sonora Original para Mídia Visual” pelo filme Star Wars: O Despertar da Força no Grammy Awards 2017, levando a estatueta de gramofone para casa após vencer os outros indicados. Na categoria competiam outros grandes filmes como “O Regresso”, “Os Oito Odiados” e “Ponte dos Espiões” e a série “Stranger Things”.

9 de fevereiro de 2017

Todo mundo deveria assistir Dear White People


O título da série e seu tema podem gerar debates, mas isso não diminui o fator de recomendação de Dear White People, por assim dizer. Trata-se de uma mistura de drama e comédia baseada no filme homônimo de 2014 sobre quatro estudantes negras em uma universidade da Ivy League. O filme focou na crescente tensão racial, sem dúvida exacerbada por aqueles que tentam minimizar o que realmente está acontecendo. É ousado, honesto e exatamente o que precisamos agora.

A julgar pelo trailer, a série vai seguir o exemplo de exploração dessas tensas dinâmicas raciais nos EUA, oferecendo um guia de como não ser ofensivo. Dear White People é ideal para aqueles espectadores que convivem com amigos não-negros, que já fizeram comentários racistas na internet e na vida e não viram nenhum problema com fantasias de Halloween que satirizam pessoas negras. A série parece ser uma ótima maneira de fazer esse tipo de pessoa repensar o que estão dizendo e fazendo e como isso afeta os outros ao seu redor.


A série será estrelada por Brandon P. Bell, Logan Browning, Antoinette Robertson, DeRon Horton, John Patrick Amedori e Ashley Blaine Featherson, e estará disponível na Netflix a partir de 28 de abril. Você vai assistir?


-
Fonte: The Mary Sue.

6 de fevereiro de 2017

Da Broadway para o Super Bowl

Para iniciar o Super Bowl LI, as irmãs Schuyler do musical Hamilton (Phillipa Soo, Renee Elise Goldsberry e Jasmine Cephas-Jones) interpretaram uma magnífica versão de "America the Beautiful". As harmonias impecáveis das três certamente irão conquistar um lugar especial no seu coração.


Mas mandar super bem na música foi suficiente. As cantoras e atrizes que se encarregaram de emocionar homens e mulheres com sua apresentação, fizeram uma ligeira (e muito necessária) adição à letra da canção. Ao cantar sobre unir o país através da fraternidade, elas incluíram um pequeno verso sobre sororidade, para fechar com chave de ouro sua participação.

31 de janeiro de 2017

A união faz a força



Estrelas Além do Tempo tem recebido bem pouco reconhecimento nas categorias de atuação, apesar de uma indicação para Melhor Filme no Oscar deste ano. Mas no Screen Actors Guild Awards, que aconteceu na noite do dia 29/01, as coisas foram um pouco diferentes. O elenco do filme levou para casa o prêmio de melhor elenco num filme de drama e a atriz Taraji P. Henson fez um discurso apropriadamente inspirador e motivador em nome das atrizes e atores que contracenaram ao seu lado no longa:

“Este filme é sobre união. Estamos aqui como atores orgulhosos, agradecendo a cada integrante desse sindicato incrível por votar em nós, por reconhecer nosso trabalho duro. Mas nos apoiamos nos ombros de mulheres que são três heroínas americanas: Katherine Johnson, Dorothy Vaughn, Mary Jackson. Sem elas, não saberíamos como chegar às estrelas. Essas mulheres não reclamavam sobre seus problemas, suas circunstâncias, os problemas. Todos nós sabemos o que estava acontecendo naquela época. Elas não reclamavam. Elas focavam em soluções. E assim, essas mulheres corajosas ajudaram a colocar o homem no espaço. Não podemos esquecer dos homens corajosos que também trabalharam com a gente. Que Deus dê descanso a sua alma em paz, John Glenn. Esta história é sobre o que acontece quando colocamos nossas diferenças de lado e nos unimos como raça humana. Nós vencemos, o amor vence, todas as vezes. Muito obrigada por valorizar o trabalho que fizemos. Muito obrigada por valorizar essas mulheres. Elas já não são figuras escondidas. Obrigada.”

Octavia Spencer, Janelle Monáe e Taraji P. Henson,
o trio de atrizes que protagonizou Estrelas Além do Tempo.
O que Taraji destacou trata-se de uma história real: a participação fundamental de três cientistas negras na missão da Nasa que levou o primeiro astronauta americano a entrar em órbita da Terra, em 1962 - período de profunda cisão racial nos EUA.

O SAG Awards desse ano, assim como as outras premiações mais comentadas, foi carregado de críticas políticas e discursos engajados, o que já era esperado depois da posse do novo presidente americano e das recentes medidas polêmicas tomadas por ele, especialmente pois muitas pessoas na indústria do entretenimento discordam do posicionamento de Donald Trump e abertamente se opunham a ele, oposição vista durante o fim de semana que foi marcado por protestos e manifestantes em todo o país unindo-se para combater a ordem executiva de Trump sobre viagens, imigração e refugiados.

28 de janeiro de 2017

Cânone de Star Wars ganhará mais livros

Depois de arrasar nas bilheterias mundo afora, o filme Rogue One: A Star Wars Story também ganhará as prateleiras em 2017 com duas novas obras: Star Wars: Rebel Rising, novo romance da saga focado em Jyn Erso, a heroína de Rogue One e Star Wars: Guardiões de Whills, que se passará antes dos eventos do filme, mostrando a história de Baze Malbus e Chirrut Îmwe.


Em Rebel Rising, escrito por Beth Revis, conheceremos mais da origem da personagem, especialmente o tempo que ela passou com Saw Gerrera e seus soldados rebeldes. Confira a sinopse:

Quando Jyn Erso tinha cinco anos, sua mãe foi assassinada e seu pai separado dela para servir ao Império. Mas, apesar da perda de seus pais, ela não está completamente sozinha. Saw Gerrera, um homem disposto a ir a qualquer extremo necessário para resistir à tirania imperial, a toma como sua e não lhe dá apenas um lar, mas todas as habilidades e recursos que ela precisa para se tornar uma rebelde.

Jyn dedica-se à causa – e ao homem. Mas lutar ao lado de Saw e seu povo traz junto o perigo e a questão de até que ponto Jyn está disposta a ir como um dos soldados de Saw. Quando ela enfrenta uma traição impensável que destrói seu mundo, Jyn terá que juntar seus cacos e recomeçar para descobrir em que ela realmente acredita… e em quem ela realmente pode confiar.



Em Guardiões de Whills, escrito por Greg Rucka, será mostrada a tomada do Templo Kyber pelo Império e os esforços de Baze e Chirrut para defender Jedha. Confira a sinopse:

Baze e Chirrut eram Guardiões de Whills, aqueles que protegiam o Templo Kyber em Jedha e todos aqueles que o adoravam. E então, o Império chegou e tomou o controle do planeta. O templo foi destruído e as pessoas foram dispersas. Agora Baze e Chirrut fazem o que podem para resistir contra o Império e proteger o povo de Jedha, mas parece que nunca é o suficiente. Quando um homem chamado Saw Guerrera aparece com grandes planos para derrubar o Império, esta parece ser a oportunidade perfeita para Baze e Chirrut realmente fazerem a diferença e ajudarem as pessoas que vivem em Jedha. Mas será que o custo é alto demais?


Ambos os romances tem data de lançamento marcada para 2 de maio nos EUA, mas sem previsão de lançamento no Brasil.

26 de janeiro de 2017

Duas faces da mesma moeda

Quem acompanha a internet ou está em contato com notícias de alguma forma, deve ter percebido, mesmo que de forma sutil, que os conteúdos veiculados vem se tornando cada vez mais políticos. Aqui mesmo no The Geekgasm isso tem acontecido. Nossos posts têm levantado bandeiras que antes não eram levantadas por aqui. Temos falado de assuntos que não falávamos antes, temos tocado em feridas que antes eram cuidadas para se fecharem. Mas a verdade é que, por mais que neguemos, tudo o que fazemos em matéria de blogs, jornalismo, notícias e especialmente de entretenimento, tem relação com a política.

Assim como escolhemos o que vestir, o que comer, o que ouvir nos nossos celulares, que redes sociais acessar e com quem nos relacionar; nossas preferências quanto à televisão, literatura, videogames e todo o resto que envolve a indústria do entretenimento são reflexos do nosso posicionamento. As relações entre mídia e política ocupam um largo espaço na agenda de pesquisas sobre comunicação. Ao longo da história da comunicação, estudos tanto no campo político quanto na área de mídia sublinharam vários aspectos dessa relação. 


Nas últimas décadas, entretanto, outra ramificação desses estudos parece ter se desenhado no horizonte da pesquisa. Trata-se de um deslocamento de foco:  com os pesquisadores Brants e Neijens em 1998 e posteriormente com Panke em 2010, surge uma vertente de estudos direcionados para conhecer as relações entre entretenimento e política.

Tradicionalmente, há uma visão negativa nessa relação: o entretenimento, sob os nomes cultura de massas, indústria cultural ou cultura popular, levaria à progressiva alienação da sociedade a respeito da política. Segundo os argumentos de Postman e Putnam, em linhas gerais, a presença cotidiana da mídia e a impossibilidade de separá-la do processo político e mostram que  há uma premissa negativa: o entretenimento desvia a atenção das coisas importantes e desmantela o engajamento cívico, criando problemas para a democracia. 

Eu, em minha humilde insignificância, escrevo esse texto para discordar desses argumentos. Primariamente por achar que o entretenimento é uma forma de política e segundo por acreditar naquilo que chamo de direcionamento de conteúdos. Meu raciocínio se baseia na premissa de que, o entretenimento, em todas as suas formas, é livre para se espalhar através das TVs, dos rádios, da internet, dos jornais, dos livros, das revistas, dos videogames e chegar a um número imenso de pessoas. Esse fator lhe permite direcionar ao público conteúdos que outras ramificações da mídia não conseguem. É o que explica Street, em 2007:

A cultura pop pode, no sentido de apresentar várias formas de identidade, se misturar com a política, em particular no sentido relativo à cidadania, no direito a "fazer parte" e ser reconhecido. A cultura pop pode igualmente se tornar uma forma de resistência, como uma forma de desafiar ou mesmo negar o poder.



Nesses termos, é impossível não lembrar, por exemplo, do papel da música popular na política brasileira, sobretudo durante o período militar. E mais recentemente, através dos discursos e marchas de atrizes, atores, produtores de conteúdo e membros da industria do entretenimento não só do Brasil, mas do mundo, somos lembrados que este talvez seja o único canal disponível para alguma forma de contestação, e sua mensagem pode ser compreendida pelo público com todo o seu potencial político. 

Assim posto, não creio que entretenimento e política sejam opostos como alfa e ômega. Eles se complementam e são simbiontes numa esfera maior que é a sociedade. Entretenimento e política são duas faces da mesma moeda, duas metades de um redimensionamento crítico que vê o entretenimento não como um elemento potencialmente negativo, mas como um espaço de conflito mas também de diálogo, algo que necessitamos e necessitaremos se quisermos construir uma sociedade igualitária e um futuro do qual possamos nos orgulhar.