16 de setembro de 2011

Tempo de barbárie...

Setembro está passando, e filmes vem e filmes vão. Os fãs comentam cada dia mais que o cinema se tornou apenas uma fábrica de adaptações e reboots e parece que ninguém está gostando muito disso. Afinal, por mais simples ou por mais luxuoso que um longa seja, refazê-lo e só adicionar novos atores, atrizes e novos detalhes, não vai torná-lo mais original.

É o caso de The Amazing Spider Man, uma nova (ou não) visão sobre o universo do herói aracnídeo mais amado do planeta. Andrew Garfield se empresta de corpo e alma, dizem os tablóides, para o papel de Peter Parker enquanto Emma Stone encarna Gwen Stacy, o interesse romântico do Aranha. Em todo caso, apesar da nova roupagem, o filme volta a explorar a origem e a forma como Peter adquire seus super poderes ao ser picado por uma aranha geneticamente modificada. Alguém aí teve aquela sensaçãozinha incômoda de "eu já vi isso antes"? Se sim, você não está sozinho. Mas em todo caso, não custa conferir uma prévia do que vem por aí...


Mas no meio desse mar de refilmagens e adaptações de livros, filmes e games, surge uma luz no fim do túnel. Apesar de ter sido muitíssimo criticado nos EUA, o remake de Conan, o Bárbaro, que nos anos 80 trouxe Arnold Schwarzenegger no papel do cimério Conan, que vê sua família ser brutalmente assassinada quando criança e cresce forte (e coloque forte nisso) para vingá-los, a versão de 2011, mesmo repleta de efeitos especiais, takes violentos e sangue escorrendo na tela, é uma versão bastante fiel ao universo do personagem, que foi criado por E. Howard.

Todavia, Conan, o Bárbaro 2011, criado para ser o blockbuster de ação do ano, peca justamente onde a crítica mais é atenta: Nas atuações. Jason Momoa, saído recentemente da série épica Game of Thrones, da HBO, é o novo rosto do bárbaro, que de todas as falhas do filme, é a menor. Momoa ainda consegue aliar brutalidade e destreza ao seu bárbaro, além de ter o seu pequeno carisma. Stephen Lang, por outro lado, ao interpretar o vilão Khalar Zim, mostra que sua atuação vilanesca em Avatar ainda não ficou para trás. Apesar de todo o talento, Lang transformou Zim no típico estereótipo de antagonista de filmes de fantasia da Sessão da Tarde, em que seus asseclas fazem todo o trabalho e ele, apenas no fim aparece para a luta. 

Conan: 1982 e 2011

O grande problema de Conan, o Bárbaro 2011 é infelizmente não saber alinhar os extremamente bem trabalhados cenários de filmagem e uma poderosa trilha sonora à atuação de seus personagens. Apesar de um interessante entretenimento, a situação de Conan mundo afora é um lembrete à Hollywood de que não basta ser musculoso para ser um bom bárbaro e nem fazer um vilão bom para ser bom vilão sempre.

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