4 de janeiro de 2014

Sobre piratas e autores...

Já faz um loooooongo tempo desde que nós publicamos a nossa primeira entrevista com a autora, querida e Malvadeza Suprema de Warthia, a dona Denise Flaibam. De maio do ano passado até agora, a dona Denise fez um bilhão de coisas, e entre elas está o livro Rubi de Sangue, que conta as desventuras da jovem Moira Black, que precisa desbravar os sete mares ao lado de piratas! Sim! Vocês não leram nada errado! Rubi de Sangue trata da escória favorita de todo mundo. Tem piratas, tem romance, tem ação, tem a gente doido pra ler esse livro, tem tudo! Mas enquanto RdS não chega às nossas prateleiras, que tal vir ler a conversa pra lá de maravilhosa que a gente teve com Denise, hein?


The Geekgasm: A inspiração para a sua mais recente obra, Rubi de Sangue, partiu das suas experiências com piratas na série Once Upon a Time, correto? Você acha que séries, filmes e outras mídias são uma boa fonte de inspiração ou não?

Denise: Sim! Por causa do capitão Gancho, mais precisamente. Foi olhar pra carinha dele e BUM, a ideia para Rubi de Sangue começou a se formar. Eu acho que são as maiores inspirações! Minhas ideias piscam na minha mente quando estou assistindo algum filme muito emocionante, ou chorando com alguma cena em uma série que adoro, coisas do tipo. Livros também, claro! As tramas, das mais diversas possíveis, desencadeiam todo tipo de inspiração em mim, como escritora, e eu sou muito grata a essas mídias por isso. 

The Geekgasm: Rubi de Sangue é o seu segundo conjunto de criações. Como é seu trabalho de escrita? Você escreve os capítulos individual e sequencialmente ou vai escrevendo à medida que surge a inspiração para determinada passagem? 

Denise: Eu escrevo sequencialmente. Costumo ter um resumo do livro todo disponível para que as ideias não fiquem perdidas. A Eduarda, minha beta, me ajudou a desembaralhar o final de Rubi, dando pitaco sobre tudo, e foi graças a ela que eu consegui finalizar o livro. Tenho começo, meio e fim programados, mas o intervalo entre eles sempre são preenchidos conforme escrevo os capítulos. 

The Geekgasm: Mesmo ainda não estando publicado, Rubi de Sangue já mobilizou um grande público leitor. Você acha que a internet pode influenciar mais pessoas a se tornarem autores?

Denise: Sim! Fiquei tão feliz com isso. Em pouco tempo conseguimos muitas curtidas na página, e o fato de termos espalhado a “palavra pirata” por ai criou um público muito bacana para quando o livro for lançado. Opa, definitivamente. Não só acho, como tenho visto acontecer. A internet é o maior meio de comunicação ultimamente, e isso dá aos leitores maior oportunidade de interagir com seus escritores favoritos, conversar com fãs das obras que eles tanto amam, e assim deixar crescer maior paixão pela literatura. Dai vem os escritores, dessa paixão pelo mundo fictício que encontramos nos livros. 

The Geekgasm: E ainda falando sobre a internet, você acha que as plataformas de publicação online, os Kindles e os PDFs ajudam ou atrapalham novos autores a se inserir no mercado? 

Denise: Ajudam e muito! Autores tem se tornado best-seller vendendo os e-books mais do que os livros físicos. Tem um pessoal sendo chamado pra publicar lá no exterior e isso é muito bacana pra literatura nacional; mostra a força dos escritores brasileiros. Vou ser sincera: eu não sou grande fã de e-books; eles cansam minha vista e eu acho que não são tão... Mágicos quanto os livros físicos. Mas minha opinião tem mudado bastante nos últimos tempos. A Amazon vem ajudando muitos escritores a crescer, e espero que, futuramente, eu consiga seguir por esse caminho – tenho grandes planos para disponibilizar meus livros lá.

The Geekgasm: No seu ponto de vista, o que tem sido o maior empecilho para os autores nacionais conseguirem visibilidade no mercado brasileiro? A burocracia das editoras, o lado financeiro, as temáticas literárias?

Denise: Acho que a falta de apoio é o maior empecilho. Porque o apoio é tudo para o autor nacional: a ajuda na divulgação, na distribuição, no “fazer o nome no mercado”. Você vê a falta de auxílio que os escritores têm nessa situação, de o estrangeiro ser mais procurado do que o brasileiro. Tem uma penca de livros de todas as temáticas possíveis e imagináveis, e todos muito bons, mas a falta de apoio leva ao desconhecimento por parte dos leitores, o que acaba prejudicando o crescimento do próprio autor. Mas isso tem mudado, graças! Espero que 2014 seja O ANO dos escritores nacionais, como 2013 já foi!

2 comentários:

Tays Costa disse...

Piratas! *-*

Mari Scotti disse...

Eu amo tudo o que a Denise escreve! E acredito que Rubi de Sangue será o novo queridinho dos brasileiros em breve!
Concordo com a Denise, a literatura nacional só precisa de apoio. Não somente dos blogueiros e leitores, mas das editoras e da mídia também. Que venha 2014! <3

Beijo, parabens pela excelente entrevista!

Mari Scotti