20 de dezembro de 2015

A força da Força


Deixa eu falar uma coisa pro pessoal que tá reclamando que tem muito Star Wars no Facebook, na vida: nós não estamos só presenciando a volta de uma das maiores franquias cinematográficas de todos os tempos. Não estamos só vendo fãs do mundo todo experienciando a felicidade de ver personagens icônicos na tela do cinema depois de 10 anos.

Nós estamos vendo uma mulher protagonizar um filme de ficção científica numa era em que homens dominaram esse gênero. A Rey não é importante somente por ser mulher. Ela é importante por ser um exemplo de identificação para mulheres mundo afora, pra mim também. Tivemos Padmé e sua obstinação, Leia e sua força. Agora temos Rey e sua determinação. E isso é lindo.

É lindo perceber que apesar de todas as adversidades no caminho, Rey continuou firme. Isso é inspirador pra caramba. O fato de a vermos em destaque no filme, no brinquedos, nas propagandas e nos videogames é revolucionário e já se fazia necessário há bastante tempo.

Nós estamos vendo uma história que significa muito para muita gente. Star Wars, com seus sete filmes (até o momento), milhares de livros, HQ's, jogos e aplicativos representa a força em expansão daqueles que sempre foram deixados de lado, tanto na esfera cinematográfica quanto fora dela. 


Para nós nerds e geeks, ver Star Wars por toda parte é ver que não somos mais marginalizados pelo nosso gosto fora dos padrões. Star Wars, Star Trek e tantos outros filmes de sci-fi e super heróis que estão por aí são a prova que valeu a pena não só os anos esperando por novidades, mas tudo de ruim que foi dito a nós por gente incapaz de compreender a importância da diversidade e da representatividade.

A Força estaria sempre conosco, disse Ben Kenobi lá em 1977. Agora que ela despertou, nada vai parar o seu avanço!